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SAIBA O SEXO DO SEU BEBÉ A PARTIR DAS 8 SEMANAS DE GESTAÇÃO

O teste é efectuado a partir de uma pequena amostra de sangue da grávida, sem precisar de estar em jejum ou de qualquer outra preparação prévia e o resultado é comunicado em cerca de 5 dias úteis, após a colheita do sangue materno.

Em 1998, Lo e colaboradores demonstraram a existência de ADN fetal livre no plasma de mulheres grávidas saudáveis através da quantificação desse ADN pela técnica de PCR (reacção de amplificação em cadeia). Surpreendentemente, e ao contrário das células fetais intactas que se encontram no plasma materno (1 célula por cada ml de sangue materno), foram encontradas elevadas concentrações de ADN fetal perfazendo cerca de 5% do ADN materno total. A origem do ADN fetal que circula livre no plasma materno é ainda desconhecida, mas muito provavelmente este ADN tem origem na placenta (Wataganara e Bianchi, 2004).

Ao contrário das células fetais, que permanecem na circulação materna após o parto por longos períodos, o ADN fetal livre é rapidamente eliminado após o nascimento do bebé (Lo et al, 2003), condição essencial para garantir o rigor de um teste pré-natal, uma vez que o material analisado não provém de gravidezes anteriores.

Diversos estudos têm demonstrado a possibilidade de identificar o ADN livre existente no plasma materno a partir das 5 semanas de gestação. Assim, é possível determinar o sexo fetal (antes de qualquer diferenciação morfológica o possibilitar por ecografia) e investigar, no contexto pré-natal, gravidezes de risco para doenças ligadas ao cromossoma X, como a hemofilia ou a distrofia muscular de Duchenne.

Uma outra aplicação decorrente do conhecimento do sexo fetal é nas situações de grávidas portadoras de hiperplasia congénita da supra-renal (doença autossómica recessiva que atinge 1 em cada 5000 indivíduos) e em que a identificação de um feto do sexo masculino tornará desnecessário o tratamento da grávida com corticóides (Chiu et al, 2002a). O tratamento usual em famílias de risco para a hiperplasia congénita da supra-renal consiste na administração à grávida de dexametasona, preferencialmente a partir da 8ª-9ª semana de gestação, numa altura em que não é ainda possível conhecer o sexo fetal. Apesar do tratamento se mostrar efectivo no caso de fetos afectados do sexo feminino, em muitos situações a exposição precoce a dexametasona é desnecessária, pelo que a determinação precoce do sexo fetal por análise do ADN fetal no plasma materno pode constituir uma primeira abordagem para a detecção e acompanhamento destes casos.

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